A catolicidade na história do Brasil

A história do Brasil está ligada à presença da Igreja católica desde a chegada dos portugueses às terras tupiniquins. No início da colonização do Brasil como em toda a América Latina, incentivava-se a instalação da cristandade. Os colonizadores lusitanos chegaram com o propósito de anunciar a mensagem de Jesus Cristo.

No entanto, no Brasil imperou o regime de padroado, fornecendo amplos poderes aos reis de Portugal sobre a Igreja. No século XIX, o Brasil adquiriu a sua independência, mas de modo diverso das outras nações latino-americanas: não através da luta armada, mas mediante a constituição de um império a cujo trono ascendeu D. Pedro I de Bragança, filho do Rei de Portugal. O sistema do padroado continuou imune mesmo após a independência do Brasil em 1822, contudo transferindo agora para o rei do império brasileiro os encargos para com a Igreja.


O Brasil nasceu estritamente católico quando as naus portuguesas, comandadas por Pedro Alvares Cabral, lançaram âncoras em terras brasileiras em 22 de Abril de 1500. O primeiro gesto dos descobridores foi plantar uma Cruz na praia e fazer celebrar o sacrifício incruento do Calvário no território descoberto.


Não por coincidência, a constelação do Cruzeiro do Sul, visível em praticamente qualquer época do ano em todo o Hemisfério Sul, tornou-se emblema heráldico da Pátria. A Cruz, como recorda o Pe. Serafim Leite, S. J., "era um símbolo e uma promessa. Mas não era ainda a semente. Esta viria, prolífica e abundante, quase meio século depois, em 1549, com a instituição do Governo Geral e a chegada dos Jesuítas".[1]


Os jesuítas podem ser considerados como que outros fundadores do Brasil. Numa união de São José de Anchieta com o Pe. Manuel da Nóbrega. Os jesuítas catequizaram os nativos, abriram as primeiras escolas, construíram colégios, igrejas, estradas, cidades. Ao lado dos jesuítas, encontramos os beneditinos (1582), os carmelitas (1584), os capuchinhos (1612) e outras ordens religiosas. Os jesuítas, expulsos em 1760 pelo Marquês de Pombal, voltaram ao Brasil em 1842.


Diante da subordinação da Igreja ao apaniguado império, que por sua vez foi minguado pela infiltração de quintas-colunas, como o condottiere Marquês de Pombal, que apodou a Igreja e a própria monarquia ao seu alvedrio. Veio a ocorrer em 1889 a proclamação da república, levando a Igreja brasileira a um novo horizonte: separando-a do Estado e aproximando-a com um maior vínculo da Igreja Romana.

Com a proclamação da república, a Igreja Católica no Brasil ganhou uma certa liberdade evangelizadora, embora o Vaticano considerasse a separação entre Igreja e o Estado como negativa.[2]


“Restaurar moral e religiosamente o Brasil!” Essa foi a famosa frase de Dom Antônio de Macedo Costa. Os bispos, a partir daquele momento, passaram a desenvolver uma pastoral que buscou inserir os valores cristãos no século, os quais estavam perdidos com a expulsão dos jesuítas e posteriormente com proclamação da república.

Contudo o marco da reação católica brasileira ocorre com a Carta Pastoral de Dom Sebastião Leme, arcebispo de Olinda e Recife, em 1916. Mostrando a preocupação com a falta de influência da Igreja na sociedade, em vista da constatação de que a grande maioria dos brasileiros fosse católica.[3]


O catolicismo na história do Brasil teve algumas figuras essências no âmbito do laicato como: Jaques de Figueiredo, Alceu Amoroso Lima, Gustavo Corção e Plínio Corrêa de Oliveira, que influenciaram ao longo da história o apostolado católico.


Nosso país é um país harmônico, um país que ama a conciliação, um país cuja história não nos deixa à míngua. Um país católico, decidido a progredir fiel a si mesmo e à tradição cristã, fiel à família e à propriedade, e a lutar com uma força que impressiona o mundo, contra quem quer que imagine que sua mansidão é moleza e que contra ele pressões possam trazer resultado.


O Brasil foi sempre ardente devoto de Maria Santíssima. Propagador do Reino de Cristo, dos frutos que as inúmeras graças e dons, sobrenaturais e naturais, de que fomos cumulados nos obrigam a dar ao mundo.


Contudo para que o Brasil cumpra sua missão e se torne o grande arauto de Cristo Rei, será preciso que ele ainda cumpra ao apelo da Virgem de Fátima, propagando a devoção a Nossa Senhora. Essa que é o caminho perfeito pelo qual se chega a Nosso Senhor Jesus Cristo.


VIVA A CRISTO REI!



[1] Pe. S. LEITE, S.J.: "Sem desconhecer o concurso dos demais, pode-se, sem receio, emitir esta proposição exata: a história da Companhia de Jesus no Brasil, no século XVI, é a própria história da formação do Brasil nos seus elementos catequéticos, morais, espirituais, educativos e em grande parte coloniais. A contribuição dos outros fatores religiosos não modifica sensivelmente estes resultados". (LEITE, Serafim. Páginas de História do Brasil. Biblioteca Pedagógica Brasileira. 5ª série – Brasiliana. Vol. 93. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1937, pp. 12-14.)


[2] MAINWARING, Scott. Igreja Católica e Política no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1989, p.42


[3] LIMA, Hildebrando. Nosso Brasil. Ed. 44. COMPANHIA EDITORA NACIONAL-SP Ano: 1943.


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Pastores Dabo Vobis
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