O Enamorado

Desconhecido leitor, pergunto, acreditas tu que ainda é possível ser santo? Digo sinceramente, santo, santo de verdade, como aqueles nossos grandes santos da Igreja, São Francisco de Assis, Santa Tereza D’Avila etc...



Ao olhar para essa nossa correria do dia a dia, seja no seminário, no trabalho, na faculdade ou em casa, eu me questiono se o modelo de santidade para os nossos tempo mudou. Repito, ainda é possível ser santo?


Sim! Respondo-lhes que ainda hoje é possível ser santo! Digo isso com muita propriedade, porque conheço um grande santo de nossos tempos que viveu heroicamente tamanha vocação, demonstrando que “a santidade ‘grande’ está em cumprir os ‘deveres pequenos’ de cada instante”.[1]


Oh! Assim o vivia, porque não conseguia afastar-se, nem por um momento do Amor dos seus amores, Cristo nosso Senhor. Este santo era um verdadeiro enamorado, um apaixonado pelo Crucificado.


Estou falando, desconhecido leitor, de São Josemaria Escrivá, o santo do cotidiano, cuja maior característica era esse seu amor sobrenatural a Deus, através das cruzes e trabalhos do dia a dia. Vejo a beleza desse santo sacerdote na simplicidade com que vivia a santidade, porque nos ensina que “Deus não te arranca do teu ambiente, não te tira do mundo, nem do teu estado, nem das tuas ambições humanas nobres, nem do teu trabalho profissional... mas, aí, quer-te santo!”.[2]


Acrescento ainda que o reflexo dessa sua espiritualidade era a alegria. Pois aquele seu sorriso escondia os sacrifícios de uma alma santa, que buscava converter as cruzes da vida em uma oferta de amor a Deus. Constantemente sorria porque estava unido a Cristo nas contrariedades da vida, mesmo sabendo não ser digno, por isso se colocava como aquele jumentinho do Evangelho: “Há centenas de animais mais belos e mais hábeis. Mas Cristo escolheu esse para se apresentar como rei diante do povo que o aclamava”.[3]


É isso o que mais me impressiona na vida deste santo, sua espiritualidade nos converte em uma carta do amor de Deus ao nosso próximo, porque nos leva a enfrentar heroicamente as próprias fragilidades, pela busca de virtudes. Percebam! São Josemaria Escrivá tinha uma fé viva! Sabia caminhar com Cristo, pois dizia que mesmo “que não o percebamos (Cristo) com os nossos sentidos, a sua existência é muito mais verdadeira que a de todas as realidades que tocamos e vemos”.[4]


Por isso mesmo termino, convidando-os a conhecê-lo mais, a o ter como um verdadeiro amigo, pois ele certamente lhe ajudará a tornar-te também tu, desconhecido leitor, em um santo. Reparem bem, é por isso que lhes disse que ainda é possível buscar a santidade e fazer de nossa vida uma oferta agradável a Deus.


Todas essas coisas São Josemaria aprendeu daquela que em tudo soube agradar a Deus, Maria Santíssima. Que essa doce Mestra da Fé ajude também a nós, querido leitor, a convertermos as cruzes, trabalhos e alegrias do cotidiano em uma oferta agradável ao Cristo, nosso Amabilíssimo Senhor.



[1]São Josemaria Escrivá - Caminho, 817.

[2]São Josemaria Escrivá - Forja, 362.

[3]A “teologia do burrinho”,https://opusdei.org/pt-br/article/a-teologia-do-burrinho/, 05/07/2018.

[4]“A escondida maravilha da vida interior”,https://opusdei.org/pt-br/dailytext/a-escondida-maravilha-da-vida-interior/, 17/11/2018


Autor:


Pastores Dabo Vobis
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